Não há ESTABILIDADE construída sobre a INSTABILIDADE
A propósito das notícias sobre a revisão da legislação dos concursos, o MQED defende que a estabilidade docente é essencial para a melhoria do ensino e educação. Contudo essa estabilidade, não o será de facto, se construída sobre a instabilidade dos professores injustamente desterrados. A promoção da verdadeira e justa estabilidade docente deverá respeitar o princípio Melhor Graduação = Melhor Colocação em todas as fases do concurso. Nos contactos e reuniões que tivemos com o Ministério da Educação, Partidos Políticos, Comissão de Educação da AR e Sindicatos defendemos este princípio, assim como outras medidas que na nossa perspectiva podem contribuir de forma justa para a referida estabilidade: redução do nº de alunos por turma (bitola que não tem de ser nacional, antes deve ser adequada às especificidades das escolas e alunos), reorganização dos QZPs (mais e com menor área geográfica, conversão de lugares de QZP em QE), ajustamento das necessidades permanentes das escolas. Sem estas medidas, o concurso plurianual agravará mais a instabilidade docente.
A coordenação do MQED está atenta e continua a desenvolver contactos com as entidades atrás referidas para que a situação dos QE desterrados seja tida em conta para o próximo concurso (2006/2007).
Aguardamos que os sindicatos, FNE e Fenprof defendam de forma explícita e sem margem para dúvidas o cumprimento do princípio Melhor Graduação = Melhor Colocação em todas as fases do concurso. Consideramos que o pedido repetido de abertura de lugares de QE insertas nas reinvidicações dos sindicatos, sendo positivo não chega se entretanto for esquecido o princípio atrás referido.
Informamos que a situação problemática dos professores QE desterrados continuará a ser noticiada na comunicação social. Hoje (20/9) a TVI transmite no seu Jornal Nacional das 20 h mais uma reportagem. Outra estação televisiva está a gravar outra grande reportagem a ser transmitida no início de Outubro.
Outra iniciativa de que os nossos membros já foram informados via Email é para o envio de cartas pessoais a várias entidades, ME, 1º Ministro, etc. relatando a sua situação (profissional, familiar e económica). Essas cartas deverão ser enviadas até ao final do mês de Setembro.
Apelamos aos colegas para participarem nas iniciativas do MQED.
Esperamos que não sejamos obrigados a fazer vigílias junto das entidades atrás mencionadas e responsáveis pela difícil situação que vivemos. Sabemos que contaremos com a solidariedade dos nossos amigos, professores solidários, familiares e sobretudo com os nossos filhos, que são aqueles que mais sofrem pela situação que nos foi criada. Naturalmente que teríamos a presença da comunicação social, cujos profissionais já perceberam quanto injusta é a nossa situação. Como sempre dissemos este será um último recurso pois sempre defendemos a via negocial. Já basta de capítulos tristes nas nossas vidas e na vida do nosso país.
Basta de desterro injusto!
Justiça e transparência nos concursos de professores!
Lutemos pelo princípio Melhor Graduação = Melhor Colocação em todas as fases do concurso.
20-09-2005
A Coordenação do MQED
A Coordenação do MQED

2 Comments:
Como é de esperar, os sindicatos vão exercendo a sua magistratura demagógica e vão contestando todas as medidas ministeriais, uma a uma.
Agora, o alvo da demagogia é a medida que, sem qualquer dúvida, trará muito mais estabilidade às escolas: a colocação plurianual dos professores: 3 ou 4 anos, passará a ser o período mínimo obrigatório de prestação de serviço para todos os que se candidatam a esses lugares.
Apesar de aceitarem esse facto (que será maior a estabilidade das escolas) dizem que a medida não é aceitável. Porque os docentes devem se poder candidatar todos os anos, porque senão perdem lugares em confronto com colegas pior classificados. E porque isso penalizará os professores deslocados…
Primeiro: a Escola é para os alunos. E está em causa uma situação bem concreta: a melhoria da Escola portuguesa, que é má. E não é aceitável que, apesar de ouvidos, possam sequer (os sindicatos) por em causa a medida devido a interesses pontuais de alguns docentes. A Escola é demasiado importante para o País para ficar à mercê de interesses corporativos.
Segundo: professores deslocados? Afinal, concorreram a esses lugares. Afinal é um emprego. Bem pago (em Portugal dizem as estatísticas da EU) e desejado por muitas dezenas de colegas que não são, anualmente, colocados. Não têm de se queixar. É o incómodo de haver empregos numa zona e candidatos noutras… É o custo do emprego. E quem não quer, larga. Haverá muitos candidatos para a vaga.
Terceiro: até agora, todos os anos uma multidão de docentes evoluem de uma escola para outra, em direcção à escola mais apetecível. Onde chegam a meio da carreira… Agora, vão chegar exactamente no mesmo tempo a essa escola. Apenas darão “passos maiores” de 3 em 3 ou de 4 em 4 anos, ao invés de pequenos passos, todos os anos, deixando um “rasto” terrível de instabilidade em todas as escolas por onde vão passando, sem deixar lembrança, sem desenvolver projectos, sem estabelecer amizades, sem criar “raízes”. Ou seja, tudo o que precisa uma Escola, um projecto educativo…Tudo o que faz falta (hoje) aos alunos nas Escolas Portuguesas.
Isto para além do facto de, se num ano intermédio (do período contratual), um colega menos bem colocado, poder “passar à frente” devido à impossibilidade de ser candidato, a situação poder repor-se logo depois, no (seu) ano de candidatura, passando ele, à frente de outros. No final, será um processo de “resto zero”, sem prejuízo da colocação final do professor, no mesmíssimo prazo em que ocorreria no processo anterior.
Mas, e isso é que interessa, com enormes benefícios para as Escolas, seus alunos e, quer queiram, quer não queiram reconhecer os sindicatos, lá da altura da sua demagogia, com benefício dos (bons) professores, que, durante o percurso poderão, finalmente fazer tudo o que até agora é impossível. E, repetindo-me, poderão passar a deixar amizades, projectos, raízes e melhores alunos… que se lembrarão deles no futuro.
Só uma comentário:
ocontradito não sabe do que está a falar!!!
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